Parece que o ano novo não trouxe nada de novo.
Por momentos, pensei que a inspiração tinha voltado. Os dias de trevas e escuridão tinham acabado e a luz ao fundo do túnel aproximava-se. Mas, quando lhe estava a tocar, desapareceu. No início, não desisti. Pensei que fosse algo temporário. (Na verdade, estava perdida novamente).
Tento não pensar, juro que tento, mas quando dou por mim, estou a caminhar e a rezar em cada passo para que não apareças na próxima esquina. Tenho medo que as reminiscências voltem e me ataquem as cicatrizes já deixadas no coração, que aumentam a cada dia e mo rasgam até haver um vazio tão grande que não vou ser capaz de sentir nada. Talvez se não sentisse, tudo fosse melhor. Mas quando acho que é isso que acontece, vejo-te à minha frente ou apareces na minha memória. E não estás sozinho, estás com alguém que te faz sorrir. Então, aquele coração que não existe, insiste em palpitar. E dói, oh se dói! Sinto que quero morrer mas ao mesmo tempo, as borboletas voltam à barriga, a brisa assusta o meu corpo e a Terra cai toda à volta, só resto tu e eu, naquele pedaço de nada. Eu e tu, a voar juntos para sítios que mais ninguém conheceria. Podia ficar assim para sempre pois é a tua imagem que me alimenta. Dói tanto mas eu quero tocar-te, sentir-se, chegar-te à alma, transmitir-te de ti para tudo o que faz parte de mim. naturalmente, és intocável. E no pico do meu interior, sei que sempre serás. Aquilo que magoa mais é ver que o teu olhar não reflecte a mesma pessoa que eu vejo em ti. O impossível é o mais apetecível.
Acontece repetidamente, cada vez que te vejo. Com o tempo, achei que ia mudar, principalmente agora. Então aprendi que apenas se tornou pior e hás-de fazer sempre parte de mim enquanto souber que habitas o mesmo Mundo que eu. Porque se não estiveres, eu também não estou. Já não sei se é doença mas mata-me lentamente, és a minha única crença. Eu só queria o mesmo que cada ser igual a mim, ser feliz. Não concordo quando dizem que “só quero que sejas feliz, mesmo que não seja comigo e isso far-me-á feliz também”. Como é possível que me sinta feliz se não és feliz comigo? Como posso ser feliz sabendo que estás aqui mas não consigo chegar-te por mais que tente? Como é suposto superar o dia se rezo todos os minutos para não te ver, porque, apesar de seres o melhor que tenho, os meus joelhos cedem só de me perder nos teus olhos?
Continuo à procura de uma resposta enquanto as páginas da vida folheiam rapidamente e as minhas ideias fluem com a chuva que desce a encosta da imaginação...

Por momentos, pensei que a inspiração tinha voltado. Os dias de trevas e escuridão tinham acabado e a luz ao fundo do túnel aproximava-se. Mas, quando lhe estava a tocar, desapareceu. No início, não desisti. Pensei que fosse algo temporário. (Na verdade, estava perdida novamente).
Tento não pensar, juro que tento, mas quando dou por mim, estou a caminhar e a rezar em cada passo para que não apareças na próxima esquina. Tenho medo que as reminiscências voltem e me ataquem as cicatrizes já deixadas no coração, que aumentam a cada dia e mo rasgam até haver um vazio tão grande que não vou ser capaz de sentir nada. Talvez se não sentisse, tudo fosse melhor. Mas quando acho que é isso que acontece, vejo-te à minha frente ou apareces na minha memória. E não estás sozinho, estás com alguém que te faz sorrir. Então, aquele coração que não existe, insiste em palpitar. E dói, oh se dói! Sinto que quero morrer mas ao mesmo tempo, as borboletas voltam à barriga, a brisa assusta o meu corpo e a Terra cai toda à volta, só resto tu e eu, naquele pedaço de nada. Eu e tu, a voar juntos para sítios que mais ninguém conheceria. Podia ficar assim para sempre pois é a tua imagem que me alimenta. Dói tanto mas eu quero tocar-te, sentir-se, chegar-te à alma, transmitir-te de ti para tudo o que faz parte de mim. naturalmente, és intocável. E no pico do meu interior, sei que sempre serás. Aquilo que magoa mais é ver que o teu olhar não reflecte a mesma pessoa que eu vejo em ti. O impossível é o mais apetecível.
Acontece repetidamente, cada vez que te vejo. Com o tempo, achei que ia mudar, principalmente agora. Então aprendi que apenas se tornou pior e hás-de fazer sempre parte de mim enquanto souber que habitas o mesmo Mundo que eu. Porque se não estiveres, eu também não estou. Já não sei se é doença mas mata-me lentamente, és a minha única crença. Eu só queria o mesmo que cada ser igual a mim, ser feliz. Não concordo quando dizem que “só quero que sejas feliz, mesmo que não seja comigo e isso far-me-á feliz também”. Como é possível que me sinta feliz se não és feliz comigo? Como posso ser feliz sabendo que estás aqui mas não consigo chegar-te por mais que tente? Como é suposto superar o dia se rezo todos os minutos para não te ver, porque, apesar de seres o melhor que tenho, os meus joelhos cedem só de me perder nos teus olhos?
Continuo à procura de uma resposta enquanto as páginas da vida folheiam rapidamente e as minhas ideias fluem com a chuva que desce a encosta da imaginação...
(you left me in the dark)
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