A resposta a que cheguei foi essa, amo-te. E a pesquisa entre o mar de perguntas e ideias confusas foi terminada, as dúvidas estão acabadas, agora reside uma única resposta certa na minha cabeça. Pode não acabar com a guerra, com a fome, com a escravatura, pode até ser insignificante. Mas para mim é importante, porque acabou com as dúvidas e as perguntas. Dá-me, dá-me também a tua certeza. Aquela que ambos queremos ouvir. Diz, solta o ar de profundas mágoas que te angustiaram até agora, e diz. Diz, porque eu estou aqui para te ouvir, sempre. Posso ficar feliz, mas não to vou mostrar. Quero ver a tua cara confusa de quem espera ser retribuído. Basta dizeres. Perde o medo e despe-te de incertezas. Diz, porque eu estou aqui para te ouvir, sempre. Criei as minhas próprias raízes, os meus olhos foram pregados aos teus, e os meus ouvidos ficam-se pela espera da palavra infinita que muda tudo. Toca cá no fundo, como só tu sabes fazer, porque eu espero por ti, sempre. Desabafa as insignificâncias, porque nada é em vão, e vai tudo ficar guardado. E mais tarde, quando quiseres, posso-te relembrar. Conhece-te a ti próprio e dá-te a conhecer a mim, quero perceber se sou única. Se tens uma certeza, diz. Diz, porque eu estou aqui para te ouvir, sempre. Vou ajudar-te na busca incessante pela felicidade. Estou aqui, sim. Não tenhas medo. Apenas diz, quem sabe, não ouvirás o mesmo. Espero que percebas, é tudo por ti. Os meus pés continuam pregados ao chão e a minha cabeça continua a voar pelo mundo da calma e dos sonhos, por ti. Vagueia, tentando encontrar-te. Sei que estás lá, por isso não desisti. A minha alma anda por aí, à espera do chamamento final. À espera da palavra prometida nunca dita, tapada por incertezas. Eu tiro, faço tudo. Quero apenas que fiques com uma certeza. A certeza de que podes confiar. Diz, porque eu estou aqui para te ouvir, sempre. Diz, amo-te. Dá-me a tua mão, vamos sonhar juntos. Por favor, não apertes com força. Se for apenas um sonho, que dure para sempre.
(há muito tempo mesmo, 2008 ou 2009)
(há muito tempo mesmo, 2008 ou 2009)
perde-te para te encontrares .
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